Historia do calendário
A história dos calendários é longa e cheia de adaptações culturais e astronômicas. As primeiras tentativas de criar um sistema organizado de tempo vieram dos sumérios na Mesopotâmia, por volta de 2700 a.C., com um calendário lunar de 354 dias. Com o tempo, diferentes civilizações criaram sistemas próprios para atender às suas necessidades.
Os egípcios foram os pioneiros em desenvolver um calendário solar de 365 dias, alinhado com as estações do ano e usado para prever as cheias do Nilo, essenciais para a agricultura. Eles dividiram o ano em 12 meses de 30 dias, acrescentando cinco dias extras para completar o ciclo solar.
O calendário juliano, introduzido por Júlio César, trouxe o conceito de ano bissexto e foi a base para o calendário gregoriano, que usamos hoje. Em 1582, o Papa Gregório XIII reformou o calendário para ajustar o ano civil ao ano solar, garantindo que o equinócio de primavera no hemisfério norte coincidisse com a data da Páscoa. Esse ajuste eliminou 10 dias do calendário, e instituiu o padrão de anos bissextos que seguimos atualmente.
Outros calendários notáveis incluem o maia, que combinava dois sistemas (o Haab de 365 dias e o Tzolkin de 260 dias), refletindo a visão cíclica do tempo dos maias, e o calendário islâmico, que é totalmente lunar e usado principalmente para fins religiosos.
A evolução dos calendários reflete não apenas avanços astronômicos, mas também a influência das necessidades agrícolas, religiosas e culturais das sociedades antigas.